sexta-feira, 18 de abril de 2008

Bactérias Resistentes

Tem havido uma extrema preocupação mundial com o elevado número de doenças causadas por bactérias e germes resistentes a todos os antibióticos conhecidos, como tem sido o caso , entre tantas outras doenças, das pneumonias resistentes e também dos casos mundiais de Tuberculose Pulmonar resistentes aos tratamentos disponíveis.

Cientistas mundiais de saúde já haviam alertado quanto ao uso indiscrimidado de auto medicações, medicações usadas por um período inferior aquele prescrito pelos médicos, o risco das infecções hospitalares, onde o ambiente fechado propicia a disseminação dos germes e a diversidade de tratamentos e doenças lá abrigados favorecem o aparecimento de bactérias resistentes.

Mas agora, em 17 de abril de 2008, como noticiado em Milão, pela agência de Notícias Reuters, a Autoridade Européia de Segurança dos Alimentos (EFSA) fez uma declaração, onde aborda o emprego amplamente difundido de antibióticos e outros agentes anti microbianos como ‘conservantes’ dos alimentos. Segundo a EFSA, o emprego de tais elementos dá origem ao aparecimento de germes resistentes.

A EFSA se refere a um trabalho científico que concluiu que este aumento de resistência coincidiu com o emprego de tais agentes antibióticos e outros agentes anti microbianos como aditivos de alimentos.

A EFSA também declarou que controles de higiene devem ser estreitados em cada estágio da cadeia alimentar, desde a medicina veterinária até o processamento e preparação de alimentos, para evitar o desenvolvimento e a disseminação de uma resistência aos agentes anti-microbianos.

Ela citou como principais alimentos que contém bactérias resistentes carnes de aves, ovos, porco ou vaca bem como saladas cruas, que podem ser contaminadas durante a preparação, manuseio e processamento.

A EFSA também diz que as bactérias podem ser passadas aos humanos pelo consumo de produtos frescos oriundos de terra irrigada com água contaminada por cimento ou esgoto.

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