Brasil e Energia
05 de jnho de 2008
Roger Cohen - Lições de Energia - NYTimes.com
Talvez haja algo da sabedoria da roda de moinho. Todos nós estamos com vendas estreitas por estes dias, usando os vastos recursos de banda larga para nos dirigirmos para notícias não escolhidos e túneis ideológicos. O polarismo pluralizado nos define. Pelas ofertas isoladas disparadas das telas de TV laterais de nossas academias de esportes, que são um antidoto para esta visão tunelizada. Visto através do filme do suor, elas oferecem uma mistura imprevisível. A entrega de noticias revestidas que elas não são. A energia verde é um grande assunto, de fato, abordada de todos os ângulos em telas incontáveis. Isto levanta a questão de porque ninguém é fisgado de todas as rodas dos moinhos para a grade. O que seria mais irressistível para o clima de hoje do que perder libras e fornecer a energia das luzes de uma vez? Só as academias de Nova Iorque podem provavelmente iluminar completamente o litoral leste. Podemos celebrar a nossa pegada em quilowatt! Menos maior do que o verde é a oferta de hipotecas , que costumam dominar a propaganda em todas estas telas, até a dificuldade de obter empréstimos. Isto desapareceu mais rápido que você diz "acidente de trem em baixo movimento".
Confesso que estou mesmerizado por todos os preços a vista durante meus exercícios físicos, não que considere comprar um futuro de barriga de porco ou acumular zinco. Atualmente, arranhar um pouco disso, posso. Carne e zinco são coisas que estão vindo. Assim estão os países do BRIC. O acrônimo foi dado a cinco anos atrás por Goldman Sachs para os emergentes hipopótamos: Brasil, Rússia, Índia e China. Naquele tempo o Brasil deu o acrônimo "brio" mas isto não pertence realmente ao nome. Suas taxas de crescimento são anêmicas. Mas Goldman Sachs não ficou rico ao fazer isto errado - até mesmo em hipotecas. Bastante seguramente, o status do Brasil agora no BRIC parece sólido como uma rocha. Até, entrei em choque quando, olhando a CNBC enquanto me inclinava no programa aleatório da roda do moinho parei brutalmente, decifrei as palavras "A Emoção de Investir no Brasil", correndo na tela. O que? Uma pequena história faz-se necessária. Vivi no Brasil na década de 1980 quando a hiperinflação e os débitos padrão eram a norma. As pessoas brincavam que o único meio de sair disso era o Galeão - o aeroporto internacional do Rio de Janeiro. Eles gostavam de recordar que o autor Stefan Zweig, chegando ao Brasil vindo da Europa Nazista, criou a frase "País do Futuro" - e então ele se matou. O veredito de Charles de Gaulle sobre o Brasil parecia irrefutável: "não é um país sério". Agora, passadas duas décadas, as Reservas Externas atingiram 195 bilhões de dólares no fim de abril. O real continua subindo em relação ao dólar. O crescimento foi de 5.4% no ano passado e não está muito longe de vencer o de 2008. O principal índice Bovespa em São Paulo é superior a 13% em dolar este ano. Standard &Poor apenas impulsionou o débito soberano do pais para um grau de investimento. Grau de Investimento! Os fundos de pensão dos EUA como este. A Emoção de Investir no Brasil! Perdoe-me todos os números. Eles não são o asunto principal.
O ponto principal é que o país realmente precisa ser remarcado. A Alemanha é um lugar inofensivo, nestes dias incapaz de convocar um frêmito. A Rússia não tem mais ideologia digna deste nome: produz mais jogadores de tênis do que dialética. Quanto ao Brasil, ele não é mais definido por Pelé, pistolas e pobreza, embora ainda exista muito destes dois últimos. Como isto aconteceu, a apologia do Brasil na CNBC, apenas tinha acabado de voltar de lá e havia se tornado claro para mim que petróleo, etanol, terra e água tem produzido um momento na alquemia brasileira.
A energia é a nova marca do país. Alguns 35 anos depois de seu primeiro choque de petróleo, o Brasil tem se movido da dependência por importações para a auto suficiência, enquanto os EUA ainda dependem de petróleo importado para mais de metade de suas necessidades. No mesmo período,o Brasil tem desenvolvido o programa do etanol, o mais avançado do mundo, baseado na cana de açúcar; enquanto nos EUA o programa do etanol de milho é essencialmente uma folia desperdiçada de méritos duvidosos de limpeza quanto ao carbono.
Você não tem que estar sofrendo na roda do moinho para ficar irritado com isto. Milho é comida. Tranforma-lo em combustível que é custoso e intenso de energia, remove a nutrição do suprimento global de alimentos. Subsidiar a produção do etanol do milho em Iowa também desvia a terra da soja, um outro grão importante. A cana de açúcar não é um grão. É oito vezes mais produtiva do que o milho. Ela cresce o ano todo. Ela deve ser processada rapidamente, assim o transporte da emissão de CO2 para distantes fábricas de etanol é impossível [diferente do milho]. Sua biomassa restante pode ser usada para produzir eletricidade, o bastante, em algumas estimativas, para fornecer um terço da energia necessária ao Brazil em 2030.
O etanol já responde por 50% dos combustíves dos carros no Brasil. A vasta extensão de terra arável e ainda não utilizada - somente 16% é cultivada - oferece uma vantagem enorme. A 40 dólares por barril de petróleo equivalente no Brasil, o etanol da cana de açucar faz um enorme sentido estratégico e econômico. Ainda que, a nova lei das fazendas americanas extenda o corrente passo de tarifa da importação de etanol - 54 cents por galão - até 2010, para manter o Basil afastado. A coisa improdutiva de Iowa continua. É maluquice. Deixem o etanol entrar, pensem em banda larga em termos de energia - e adiram a estes terríveis exercícios de bicicleta.
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